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À medida que avançamos na idade, são muitos os desafios que temos que enfrentar: a morte de familiares e amigos, problemas de saúde, adaptação à reforma, entre muitos outros.

Controlar as suas vacinas

A Vacinação é um dos maiores sucessos de saúde pública.

Mas este sucesso é frágil e a experiência mostra que se diminuirmos a vacinação de algumas doenças, como difteria ou tétano, elas reaparecem rapidamente. Outras doenças estão longe de acabar e ainda podem infectar as pessoas, especialmente os idosos (gripe, infecções pneumocócicas). A vacinação é recomendada quando os seus benefícios superam as suas desvantagens. Ao longo dos últimos vinte anos, as recomendações de vacinas foram adaptadas às características individuais: idade, sexo, estado de saúde, trabalho, ambiente, viagens. Paradoxalmente, a complexidade dessas recomendações personalizadas torna mais difícil compreender as alterações e aplicar as novas recomendações. Alguns exemplos:

- Uma pessoa com 65 anos ou mais de idade tem risco de contrair uma forma de gripe mais grave do que as pessoas mais jovens.

- Seja qual for a sua idade, uma pessoa com uma doença crônica (asma, diabetes) também beneficiará na atenuação dos riscos da gripe se for vacinada.

- No caso de doença do miocárdio, a gripe poderá originar trombose nos vasos sanguíneos.  

- O residente numa Instituição de média ou longa estadia corre maior risco de contágio de gripe.

- O doente de Doença Pulmonar Crónica Obstrutiva beneficia muito com vacinação contra o pneumococo.

- No conhecimento dos dias de hoje sabe-se que a vacinação contra herpes zoster, a Zona, recomendada a partir dos 65 anos de idade, permite reduzir significativamente o risco de contágio com a doença Zona e a potencial consequência dor crônica ocasionada por esta infecção.

 - Os Avós que convivem com os seus Netos podem transmitir uma doença grave, a Tosse Convulsa.

-  As Pessoas que na Urgência necessitam de ser admnistradas com a vacina contra o tétano quase nunca têm os seus registros de vacinação actualizados e em sua posse. Através da consulta do Boletim individual de Vacinas o cuidado é melhorado.

- Em Caso de viagens ao estrangeiro deve submeter-se, independentemente do país para o qual vai viajar, a vacinas para doenças prevalentes nesses países.

 

Jean-Louis Medecin Koeck Editor de www.mesvaccins.net.

Tradução e adaptação de Álvaro Ferreira da Silva, MD, Geriatra, Santa Casa da Misericórdia do Porto.